13 de maio de 2022

Acácias em Portugal: taxonomia (subgéneros) e meses ideiais para observação

SUBGÉNEROS:

  • Botrycephalae
    Acacia baileyana
    Acacia dealbata
    Acacia mearnsii
    (folhas recompostas; flores agrupadas em capítulos)

  • Juliflorae
    Acacia longifolia
    Acacia verticillata
    (filódios; flores agrupadas em espigas)

  • Phyllodineae
    Acacia provincialis
    Acacia pycnantha
    Acacia saligna
    (filódios com uma nervura central; flores agrupadas em capítulos)

  • Plurinerves
    Acacia cyclops
    Acacia melanoxylon
    (filódios com várias nervuras paralelas; flores agrupadas em capítulos)

MESES:

  • janeiro:
    Acacia dealbata (densos cachos de flores amarelas)
    Acacia longifolia (início de floração: flores agrupadas em espigas)
    Acacia mearnsii (por vezes já em floração na Madeira: flores brancas)

  • fevereiro
    Acacia dealbata (densos cachos de flores amarelas)
    Acacia longifolia (flores agrupadas em espigas)
    Acacia mearnsii (por vezes já em floração na Madeira: flores brancas)
    Acacia melanoxylon (início de floração: flores quase brancas)

  • março
    Acacia dealbata (fim de floração: densos cachos de flores amarelas)
    Acacia longifolia (fim de floração: espigas)
    Acacia melanoxylon (flores quase brancas)
    Acacia provincialis (flores amarelas de tom claro; capítulos de diâmetro tipicamente inferior a 8 mm)
    Acacia saligna (flores alaranjadas: capítulos de diâmetro tipicamente superior a 10 mm)
    Acacia verticillata (inflorescências espiciformes, folhas reduzidas a espinhos ou quase)

  • abril
    Acacia longifolia (fim de floração: espigas; ou vagens finas, alongadas, cilíndricas)
    Acacia melanoxylon (fim de floração: flores quase brancas)
    Acacia provincialis (flores amarelas de tom claro; capítulos de diâmetro tipicamente inferior a 8 mm)
    Acacia saligna (flores alaranjadas: capítulos de diâmetro tipicamente superior a 10 mm)

  • maio
    Acacia longifolia (fim de floração: espigas; ou vagens finas, alongadas, cilíndricas)
    Acacia mearnsii (flores brancas)
    Acacia provincialis (flores amarelas de tom claro; capítulos de diâmetro tipicamente inferior a 8 mm)

  • junho
    Acacia longifolia (vagens finas, alongadas, cilíndricas)
    Acacia provincialis (flores amarelas de tom claro; capítulos de diâmetro tipicamente inferior a 8 mm)
    Acacia pycnantha (sementes com funículo muito curto)
    Acacia saligna (vagens estreitadas entre as sementes; funículo curto esbranquiçado)

  • julho
    Acacia cyclops (capítulos solitários de cor amarela semelhante à da mimosa)
    Acacia longifolia (vagens finas, alongadas, cilíndricas)
    Acacia melanoxylon (vagens curvas, sementes com funículo laranja)
    Acacia provincialis (flores amarelas de tom claro; capítulos de diâmetro tipicamente inferior a 8 mm)
    Acacia pycnantha (sementes com funículo muito curto)
    Acacia saligna (vagens estreitadas entre as sementes; funículo curto esbranquiçado)

  • agosto
    Acacia pycnantha (sementes com funículo muito curto)
    Acacia saligna (vagens estreitadas entre as sementes; funículo curto esbranquiçado)

  • setembro
    Acacia dealbata (botões florais em formação)
    Acacia longifolia (gemas florais alongadas junto às inserções das folhas)
    Acacia melanoxylon (vagens curvas, sementes com funículo laranja)

  • outubro
    Acacia dealbata (botões florais em formação)
    Acacia longifolia (gemas florais alongadas bem desenvolvidas)
    Acacia melanoxylon (botões florais esféricos de tom castanho/acinzentado)

  • novembro
    Acacia longifolia (gemas florais alongadas bem desenvolvidas)
    Acacia melanoxylon (botões florais esféricos de tom castanho/acinzentado)

  • dezembro
    Acacia dealbata (botões florais bem desenvolvidos, alguns deles já a abrir)
    Acacia longifolia (gemas florais alongadas bem desenvolvidas com aspeto granuloso)
    Acacia melanoxylon (botões florais esféricos de tom castanho/acinzentado)

Publicado em 13 de maio de 2022, 10:55 AM por mferreira mferreira | 1 comentário | Deixar um comentário

Identificação de Acacia provincialis (antes A. retinodes) e Acacia saligna em Portugal

Distinção entre Acacia "retinodes" (atualmente designada Acacia provincialis) e Acacia saligna:
http://www.flora.sa.gov.au/id_tool/acacias_sa.shtml
Passo 70:
(1) Flowers pale-yellow; legumes almost straight-edged; funicle long, encircling the seed - A. retinodes var. retinodes
(2) Flowers a bright golden-yellow; legumes slightly constricted between the seeds; funicle short, never encircling the seed (garden escape) - A. saligna

Em https://invasoras.pt/pt/planta-invasora/acacia-saligna refere-se ainda que os capítulos de Acacia retinodes/provincialis têm menor diâmetro (<8 mm, contra máximo de 15 mm em Acacia saligna).

Olhando para imagens de observações com Grau de Pesquisa na Austrália, reparamos ainda que

  • Acacia retinodes (ou provincialis) geralmente tem crescimento arbóreo e os seus filódios são quase retilíneos e orientados para cima;
    os filódios raramente apresentam ondulações;
    a nervura central e a margem do filódio são muito proeminentes e bem delineadas com cor quase branca, mesmo nos filódios mais largos;
    os caules são quase retilíneos;
    a folhagem é pouco densa;
    a casca do tronco é cinzenta.

  • Acacia saligna geralmente tem crescimento arbustivo (ramos a pender para o solo) e os seus filódios mais estreitos são geralmente curvos, com orientações irregulares mas predominantemente para baixo;
    os filódios mais largos (quase com a forma de um losango) são geralmente ondulados na margem;
    a nervura central e a margem da folha são frequentemente mais discretas, pelo menos nos filódios mais largos (por vezes também são bem marcadas nos filódios mais estreitos);
    os caules mais estreitos (com folhas ou flores) têm habitualmente uma forma em ziguezague;
    a casca do tronco é muitas vezes avermelhada;
    a folhagem é densa, excepto no interior do arbusto onde por vezes a planta já perdeu a folhagem;
    muitas vezes as extremidades dos ramos no topo do arbusto também estão secas ou desprovidas de folhas.

Exemplos de Acacia provincialis identificáveis como tal com segurança (sobretudo a primeira observação onde é possível ver o funículo em redor da semente e confirmar o diâmetro dos capítulos):
https://www.biodiversity4all.org/observations/87706898
https://www.biodiversity4all.org/observations/84075024
https://www.biodiversity4all.org/observations/82717001
https://www.biodiversity4all.org/observations/57014959
https://www.biodiversity4all.org/observations/20154186
https://www.biodiversity4all.org/observations/20154115
https://www.biodiversity4all.org/observations/70350884
https://www.biodiversity4all.org/observations/68758687
https://www.biodiversity4all.org/observations/58656355
https://www.biodiversity4all.org/observations/38131132

Exemplos de Acacia saligna identificáveis como tal com segurança (onde se vê o funículo curto, ou este é tão curto que nem se vê):
https://www.biodiversity4all.org/observations/36807110
https://www.biodiversity4all.org/observations/36689971

Publicado em 13 de maio de 2022, 09:25 AM por mferreira mferreira | 1 comentário | Deixar um comentário

29 de abril de 2022

Identificação de Rosa na região da Lousã

Espécies MAIS PROVÁVEIS:
[A1(18),B1(8),C,D4] Rosa sempervirens
[A4(1),B2(6),D,E] Rosa canina
[A3(2),B3(5),D2] Rosa micrantha
[B4(2),D3,E2] Rosa pouzinii
[D5,E1] Rosa corymbifera
[B5(1),D] Rosa stylosa
[D,E] Rosa squarrosa
[D,E] Rosa vosagiaca
[D1] Rosa rubiginosa
[A2(3)] Rosa rugosa
[D] Rosa blondaeana
[D] Rosa tomentosa

Quadro comparativo pela mesma ordem (sem R. canina, R. stylosa, R. squarrosa, R. vosagiaca, R. rugosa, R. blondaeana, R. tomentosa):
https://flora-on.pt/#/4m8w5aKBTvp1CGrklbwkzl-8UBO
R. canina:
https://jb.utad.pt/especie/Rosa_canina
R. stylosa:
https://jb.utad.pt/especie/Rosa_stylosa
R. squarrosa:
https://www.gbif.org/pt/occurrence/gallery?taxon_key=3002787
R. vosagiaca:
https://www.gbif.org/occurrence/gallery?taxon_key=3003461
R. rugosa:
https://jb.utad.pt/especie/Rosa_rugosa_for_f.
R. blondaeana:
https://jb.utad.pt/especie/Rosa_blondaeana
R. tomentosa:
https://jb.utad.pt/especie/Rosa_tomentosa

Grupos de espécies vagamente semelhantes: por definir, devido à escassez de imagens na Flora-on.

CHAVE na Flora Iberica: http://www.floraiberica.es/floraiberica/texto/pdfs/06_087_13%20Rosa.pdf
1A-2A -> 8. Rosa stylosa (percurso 1/2: 1A)
1A-2B-3B-4A -> 2. Rosa sempervirens (percurso 1/2: 1A)
1B-5A-6B-7A-8B-9A-10B-11A -> 10. (Rosa dumalis) -> 10a. Rosa vosagiaca (percurso 1/3: 5A-9A)
1B-5A-6B-7A-8B-9B-12A -> 10. (Rosa dumalis) -> 10a. Rosa vosagiaca (percurso 2/3: 5A-9B)
1B-5B-16A-17A -> 13. Rosa tomentosa
1B-5B-16A-17B-18A-19B-20A -> 15. Rosa rubiginosa
1B-5B-16A-17B-18B-21A -> 18. Rosa micrantha
1B-5B-16B-22A-23A -> 10. (Rosa dumalis) -> 10a. Rosa vosagiaca (percurso 3/3: 5B)
1B-5B-16B-22B-24A-25A -> 2. Rosa sempervirens (percurso 2/2: 1B)
1B-5B-16B-22B-24A-25B -> 8. Rosa stylosa (percurso 2/2: 1B)
1B-5B-16B-22B-24B-26A -> 12. Rosa pouzinii
1B-5B-16B-22B-24B-26B -> 9. (Rosa canina) -> 9a./c./d./e. Rosa canina/squarrosa/blondaeana/corymbifera
X -> Rosa rugosa (não referida na Flora Iberica)

PASSO 1: possível distinção R. styl./semp. - R. vosa./tome./rubi./micr./pouz./cani./squa./blon./cory.

PASSO 2: possível distinção R. stylosa - R. sempervirens

PASSO 5: possível distinção R. vosagiaca - R. tome./rubi./micr./semp./styl./pouz./cani./squa./blon./cory.

PASSO 16: distinção R. tome./rubi./micr. - R. vosa./semp./styl./pouz./cani./squa./blon./cory.

PASSO 17: distinção R. tomentosa - R. rubi./micr.

PASSO 18: distinção R. rubiginosa - R. micrantha

PASSO 22: possível distinção R. vosagiaca - R. semp./styl./pouz./cani./squa./blon./cory.

PASSO 24: distinção R. semp./styl. - R. pouz./cani./squa./blon./cory.

PASSO 25: distinção R. sempervirens - R. stylosa

PASSO 26: distinção R. pouzinii - R. canina/squarrosa/blondaeana/corymbifera

Descrições destas 4 últimas espécies, agrupadas em R. canina na Flora Iberica:

RESUMO das caraterísticas prioritárias para observação:

  • folhas (recorte, indumento, glândulas)
  • verso das folhas (indumento, glândulas - registar o cheiro)
  • estípulas (dimensões, recorte)
  • centro da flor (estilos, estames, disco e seu orifício)
  • pétalas (forma, cor)
  • sépalas (posição, glândulas)
  • pedicelos (glândulas)
Publicado em 29 de abril de 2022, 08:52 AM por mferreira mferreira | 1 comentário | Deixar um comentário

22 de abril de 2022

Identificação de Rumex acetosa/pulcher/obtusifolius/conglomeratus/crispus

Espécies de Rumex mais PROVÁVEIS na Lousã:
https://www.biodiversity4all.org/posts/64364-identificacao-de-rumex-na-regiao-da-lousa
Rumex acetosa / Rumex acetosella / Rumex induratus /
Rumex obtusifolius / Rumex pulcher / Rumex bucephalophorus /
Rumex crispus / Rumex conglomeratus / Rumex suffruticosus / Rumex papillaris

Quadro comparativo pela mesma ordem (sem R. conglomeratus nem R. papillaris):
https://flora-on.pt/#/4o9uw8in5vZo1VvW5J1MZhDNvhtM_1zdHducb8j
R. conglomeratus:
https://jb.utad.pt/especie/Rumex_conglomeratus
R. papillaris:
https://www.gbif.org/pt/occurrence/gallery?taxon_key=7291827

Espécies vagamente SEMELHANTES a R. acetosa (folhas grandes):
R. acetosa / R. obtusifolius / R. pulcher / R. crispus / R. conglomeratus

QUADRO COMPARATIVO agrupando as espécies mais semelhantes:
https://flora-on.pt/#/4o9uw8in5vZW5J1M_1zdHduo1VvMZhDNvhtcb8j

Apenas com as espécies comparadas neste texto, pela ordem em que aparecem na chave da Flora Iberica (sem R. conglomeratus):
https://flora-on.pt/#/4o9314iNvhto1VvMZhDcb8j
https://jb.utad.pt/especie/Rumex_acetosa_subesp_acetosa
https://jb.utad.pt/especie/Rumex_pulcher_subesp_woodsii
https://jb.utad.pt/especie/Rumex_pulcher_subesp_pulcher
https://jb.utad.pt/especie/Rumex_conglomeratus
https://jb.utad.pt/especie/Rumex_crispus
https://jb.utad.pt/especie/Rumex_obtusifolius

CHAVE na Flora Iberica: http://www.floraiberica.es/floraiberica/texto/pdfs/02_054_06_Rumex.pdf

  • R. acetosa:
    1A-2B-3B-7B-9B-10B

  • R. pulcher:
    1B-11B-12B-16B-17B-18A-19A

  • R. conglomeratus:
    1B-11B-12B-16B-17B-18B-20A-21A-22B-23A

  • R. crispus:
    1B-11B-12B-16B-17B-18B-20A-21B-24B-25B

  • R. obtusifolius:
    1B-11B-12B-16B-17B-18B-20A-21B-24A
    1B-11B-12B-16B-17B-18B-20B-26A-27B

Em seguida apresenta-se a chave dicotómica apenas com os passos necessários para distinguir entre estas 5 espécies.
[À descrição original de cada grupo de espécies em cada passo da chave foram acrescentadas outras caraterísticas distintivas referidas nas descrições das várias espécies na Flora Iberica [] ou observadas nas imagens da Flora-on e/ou jb.utad.pt {}.]

PASSO 1: distinção R. acetosa - R. pul./obt./con./cri.

PASSO 18: distinção R. pulcher - R. obt./con./cri.:

PASSO 20: possível distinção R. obtusifolius - R. con./cri.:

PASSO 21: distinção R. conglomeratus - R. obt./cri.:

PASSO 24: possível distinção R. obtusifolius - R. crispus:

RESUMO das caraterísticas prioritárias para observação:

  • folhas basais (forma, dimensões, cor, pecíolo)
  • inflorescência (laxa ou densa, com ou sem brácteas em toda a sua extensão)
  • verticilos de frutos (número de frutos, forma e dimensões dos frutos e dos seus pedicelos, dentes)
Publicado em 22 de abril de 2022, 09:41 AM por mferreira mferreira | 1 comentário | Deixar um comentário

21 de abril de 2022

Identificação de Rumex na região da Lousã

Espécies MAIS PROVÁVEIS:

  • [A4(1],B1(13),C2,D2,E2] Rumex acetosa
  • [A3(2),B3(11),C3,D5,E3] Rumex acetosella
  • [A1(6),B1(13),C4,D6,E5] Rumex induratus
  • [B6(7),C1,D1,E4] Rumex obtusifolius
  • [A2(5),B4(10),D4,E7] Rumex pulcher
  • [B4(10),C5,D7,E6] Rumex bucephalophorus
  • [B6(7),D3,E8] Rumex crispus
  • [B8(6),D,E] Rumex conglomeratus
  • [E1] Rumex suffruticosus
  • [E] Rumex papillaris

Quadro comparativo pela mesma ordem (sem R. conglomeratus nem R. papillaris):
https://flora-on.pt/#/4o9uw8in5vZo1VvW5J1MZhDNvhtM_1zdHducb8j
R. conglomeratus:
https://jb.utad.pt/especie/Rumex_conglomeratus
R. papillaris:
https://www.gbif.org/pt/occurrence/gallery?taxon_key=7291827

Grupos de espécies vagamente SEMELHANTES:

QUADRO COMPARATIVO agrupando as espécies mais semelhantes:
https://flora-on.pt/#/4o9uw8in5vZW5J1M_1zdHduo1VvMZhDNvhtcb8j

CHAVE na Flora Iberica: http://www.floraiberica.es/floraiberica/texto/pdfs/02_054_06_Rumex.pdf

  • R. acetosella:
    1A-2A

  • R. suffruticosus:
    1A-2B-3A-4A

  • R. induratus:
    1A-2B-3A-4B-5B-6A

  • R. papillaris:
    1A-2B-3B-7B-9A

  • R. acetosa:
    1A-2B-3B-7B-9B-10B

  • R. bucephalophorus:
    1B-11B-12B-16A

  • R. pulcher:
    1B-11B-12B-16B-17B-18A-19A

  • R. conglomeratus:
    1B-11B-12B-16B-17B-18B-20A-21A-22B-23A

  • R. crispus:
    1B-11B-12B-16B-17B-18B-20A-21B-24B-25B

  • R. obtusifolius:
    1B-11B-12B-16B-17B-18B-20A-21B-24A
    1B-11B-12B-16B-17B-18B-20B-26A-27B

PASSO 1: distinção R. acetosa/acetosella/ind./pap./suf. - R. buc./cri./con./pul./obt.

PASSO 2: distinção R. acetosella - R. acetosa/ind./pap./suf.

  • 2A -> R. acetosella:
    Valvas de longitud igual o casi igual a la del aquenio, generalmente soldadas a él de forma neta, rara vez libres;
    hojas pequeñas, de hasta 60(100) x 20 mm;
    plantas generalmente poco robustas, de tallos más o menos herbáceos.
    https://flora-on.pt/#/hW9Aw

  • 2B (R. acetosa/ind./pap./suf.) -> 3:
    Valvas de longitud claramente mayor que la del aquenio, libres;
    hojas de más o de menos de 60 mm;
    plantas herbáceas o leñosas.
    R. acetosa - https://flora-on.pt/#/hMbEL
    R. ind. - https://flora-on.pt/#/hM_1z
    R. suf. - https://flora-on.pt/#/hO1lP

PASSO 3: distinção R. ind./suf. - R. acetosa/pap.

  • 3A (R. ind./suf.) -> 4:
    Valvas sin tubérculo ni escama refleja en la base;
    verticilo externo del perianto de piezas libres o soldadas muy cortamente en la base, adpresas a las valvas o más o menos reflejas en la fructificación.
    R. ind. - https://flora-on.pt/#/hM_1z
    R. suf. - https://flora-on.pt/#/hO1lP

  • 3B (R. acetosa/pap.) -> ... -> 9:
    Valvas con un tubérculo o escama refleja en la base;
    verticilo externo del perianto de piezas más o menos ampliamente soldadas en la base, reflejas en la fructificación.
    R. acetosa - https://flora-on.pt/#/hl0OR

PASSO 4: distinção R. induratus - R. suffruticosus:

  • 4B -> ... -> R. induratus:
    Tallos herbáceos o subherbáceos, más o menos verdes, aunque a veces coloreados de púrpura;
    hojas frecuentemente de anchura superior a 6 mm, de hastado-orbiculares a lanceoladas.
    https://flora-on.pt/#/hkb1R

  • 4A -> R. suffruticosus:
    Tallos leñosos, pardo-rojizos;
    hojas 5-30(40) x 0,5-3(6) mm, estrechamente lineares.
    https://flora-on.pt/#/hLqvp

PASSO 9: distinção R. acetosa - R. papillaris:

  • 9B -> ... -> R. acetosa:
    Inflorescencia más o menos laxa, raramente congesta, con ramas laterales simples o solo las 2 inferiores divididas, raramente todas divididas;
    https://flora-on.pt/#/hcUsZ
    hojas basales ovadas, elípticas o suborbiculares, de relación longitud/anchura 1-3(4);
    https://flora-on.pt/#/hmGfl
    valvas 3-4,5(5,5) x (2,5)3-4,5(5,5) mm.

  • 9A -> R. papillaris:
    Inflorescencia congesta, con ramas laterales repetidamente divididas;
    hojas basales oblongas, de relación longitud/anchura (2,5)3-6(7);
    valvas 2,5-3(4) x (2)2,5-3(4) mm.

PASSO 16: distinção R. bucephalophorus - R. cri./con./pul./obt.:

  • 16A -> R. bucephalophorus:
    Plantas anuales;
    verticilos con 2-4 flores;
    https://flora-on.pt/#/hhOmd
    pedicelos generalmente dimorfos, unos largos y muy dilatados, otros cortos y reflejos, a veces de un solo tipo;
    valvas triangulares, ovado-lanceoladas o lingüiformes, con una escama refleja en la base de 0,2-0,5 mm;
    hojas de hasta 35(65) mm.
    https://flora-on.pt/#/hFLYT

  • 16B (R. cri./con./pul./obt.) -> ... -> 18:
    Plantas anuales, bienales o perennes;
    verticilos frecuentemente con más de 4 flores;
    pedicelos todos más o menos semejantes, aunque a veces algunos más largos;
    valvas de lingüiformes a cordadas o suborbiculares, con tubérculo dorsal, próximo a la base;
    hojas basales generalmente mayores.
    R. cri. - https://flora-on.pt/#/ho1Vv
    R. pul. - https://flora-on.pt/#/hMZhD
    R. obt. - https://flora-on.pt/#/hNvht

PASSO 18: distinção R. pulcher - R. cri./con./obt.:

  • 18A -> ... -> R. pulcher:
    Pedicelos fructíferos gruesos, de (0,2)0,3-0,5 mm de diámetro;
    valvas de nervadura muy gruesa y prominente, dentadas;
    hojas basales a veces panduriformes.
    https://flora-on.pt/#/hMZhD

  • 18B (R. cri./con./obt.) -> 20:
    Pedicelos fructíferos relativamente delgados y hasta filiformes, de 0,3 mm o menos de diámetro;
    valvas con nervadura generalmente no muy prominente, enteras o dentadas;
    hojas basales generalmente no panduriformes.
    R. cri. - https://flora-on.pt/#/ho1Vv
    R. obt. - https://flora-on.pt/#/hNvht

PASSO 20: possível distinção R. obtusifolius - R. cri./con.:

PASSO 21: distinção R. conglomeratus - R. cri./obt.:

  • 21A -> ... -> R. conglomeratus:
    Valvas de hasta 4 mm, lingüiformes u ovado-oblongas, con tubérculo –en las que lo tienen bien desarrollado– que ocupa gran parte de su anchura.
    https://jb.utad.pt/imagem/30322

  • 21B (R. cri./obt.) -> 24:
    Valvas generalmente de más de 4 mm, triangulares, ovadas o cordiformes, con tubérculo mucho menor que su anchura.
    R. cri. - https://flora-on.pt/#/ho1Vv
    R. obt. - https://flora-on.pt/#/hNvht

PASSO 24: possível distinção R. crispus - R. obtusifolius:

RESUMO das caraterísticas prioritárias para observação:

  • folhas basais (forma, dimensões)
  • inflorescência (laxa ou densa)
  • verticilos de frutos (número de frutos, forma e dimensões dos frutos)
Publicado em 21 de abril de 2022, 10:50 AM por mferreira mferreira | 1 comentário | Deixar um comentário

19 de abril de 2022

Identificação de Galium saxatile (face a G. palustre/debile/lucidum/parisiense)

Espécies de Galium mais prováveis na Lousã:

Quadro comparativo agrupando as espécies mais semelhantes (sem G. mollugo nem G. papillosum):
https://flora-on.pt/#/4iKf4_NPiae5KcygXMDMG3Pzf3a6ae-lqTY2JQFg-72kaN5k6CJ0UNrjUM

Possível confusão (entre outras com outros conjuntos de espécies):
G. saxatile / G. palustre / G. lucidum / G. parisiense / G. debile (folhas pequenas com verticilos muito espaçados ao longo do caule):
https://flora-on.pt/#/4m8w5b4NPiae5KcJ0UNygXMDMG3

Quadro comparativo apenas as espécies vagamente parecidas com Galium saxatile:
https://flora-on.pt/#/4o9uw8i2kaN5k6CrjUMFg-7e5KcJ0UNNPiaygXMDMG3

Chave na Flora Iberica: http://www.floraiberica.es/floraiberica/texto/pdfs/15_154_08_Galium.pdf

  • G. saxatile:
    1A-2B-7B-8B-9B-11B-15B-19B-24B-29B-34B-36B-38A-39A

  • G. debile:
    1A-2B-7B-8B-9B-11B-15B-19B-24B-29A-30B-32B-33A

  • G. palustre:
    1A-2B-7B-8B-9B-11B-15B-19B-24B-29A-30B-32B-33B

  • G. lucidum:
    1A-2B-7B-8B-9B-11B-15B-19B-24A-25B-26B-28B

  • G. glaucum:
    1A-2B-7B-8B-9B-11B-15B-19A-20A-21A

  • G. tricornutum:
    1B-49A-50B-51A

  • G. verrucosum:
    1B-49A-50B-51B

  • G. aparine:
    1B-49A-50A
    1B-49B-52B-53B-56B-57A

  • G. parisiense:
    1B-49B-52B-53B-56B-57B

A distinção entre G. saxatile (entre outras espécies) e G. aparine/parisiense/tricornutum/verrucosum faz-se no passo 1:

  • 1A (G. saxatile/d./g./l./pal.):
    Hierbas perennes o sufrútices.

  • 1B (G. a./par./t./v.):
    Hierbas anuales.

A distinção entre G. saxatile (/d./l./pal.) e G. glaucum faz-se no passo 19:

  • 19B (G. saxatile/d./l./pal.):
    Plantas verdes, glaucas, pajizas o pardo-negruzcas por desecación, nunca pruinosas.
    Muy rara vez con algunas células epidérmicas refringentes.

  • 19A (G. glaucum):
    Plantas glaucas y pruinosas, al menos parcialmente.
    A menudo con algunas células epidérmicas refringentes, muy brillantes.
    https://flora-on.pt/#/hd644

A distinção entre G. saxatile (/d./pal.) e G. lucidum faz-se no passo 24:

A distinção entre G. saxatile e G. debile/palustre faz-se no passo 29:

A distinção entre G. palustre e G. debile faz-se no passo 33:

  • 33B (G. palustre):
    Hojas (0,9)1-6,5(8,5) mm de anchura.
    Estrecha o anchamente obovadas, oblongas o elípticas, obtusas, rara vez subagudas.
    Corola blanca.
    Pedicelos postantésicos y fructíferos (0,3)1-5(6,5) mm, divaricados, formando ángulos de 90-180º.
    Ovario liso o apenas papiloso-granuloso y fruto rugoso o papiloso.

  • 33A (G. debile):
    Hojas 0,25-0,6(1,3) mm de anchura.
    Estrechamente lineares o linear-elípticas, agudas o subagudas.
    Corola blanca, a veces externamente rosada.
    Pedicelos fructíferos 0,4-1,2(1,7) mm, erectos o erecto-patentes, convergentes.
    Ovario y fruto papiloso-granulosos.

Detalhes importantes sobre as espécies mais parecidas (assinalados com ~ os mais distintivos):
[C/L representa a razão comprimento/largura das folhas, obtida dividindo o comprimento mínimo pela largura mínima e o comprimento máximo pela largura máxima.]

  • G. saxatile:
    Hierba perenne.
    ~ Estolonífera.
    ~ Tallos 2,5-40 cm.
    Entrenudos basales cortos, subiguales o algo mayores que las hojas.
    Hojas sésiles.
    ~ Las de los tallos estériles 1,5-9,5 × 0,6-3,3 mm,
    en verticilos de 4-6.
    ~ C/L 2,5-2,9
    ~ Las de los tallos fértiles 2-12 × 0,6-3 mm,
    en verticilos de (4)5-7(8).
    ~ C/L 3,3-4
    ~ Brácteas en las inflorescencias de primer orden 2,4-11 × 0,4-2,65 mm, en verticilos de (4)5-8.
    C/L 6-4,2
    Pedicelos (0,3)0,6-3(4,4) mm, que por lo general no superan el diámetro de la corola.
    Los fructíferos (0,3)0,5-3,5(5) × 0,1-0,25 mm, menores o mayores que los frutos.
    Corola 2,2-3,6(4,3) mm de diámetro.
    Rotácea.
    Blanca.
    Tubo 0,35-0,5 mm.

  • G. palustre:
    Hierba perenne.
    ~ Tallos 17-129 cm.
    ~ Ramas inferiores con entrenudos muy cortos y hojas diminutas.
    Entrenudos medios y superiores 2,3-7,8 veces mayores que las hojas.
    ~ Hojas sésiles y cuneadas, o bien atenuadas en un pecíolo hasta de 3 mm.
    ~ Hojas 5-38 × (0,9)1-6,5(8,5) mm.
    C/L (5,6)5-5,8(4,5)
    Verticilos de 4-6 en los tallos principales
    o de 4 en las ramificaciones.
    ~ Brácteas en las inflorescencias de primer orden 2-28 × 0,6-3(6,5) mm, en verticilos de (2)4-6.
    C/L 3,3-9,3(4,3)
    ~ Bractéolas inexistentes.
    Pedicelos 0,3-5 mm, iguales, mayores o menores que el diámetro de la corola.
    Los fructíferos (0,3)1-5(6,5) × 0,15-0,3(0,4) mm, generalmente mayores o subiguales a los frutos.
    Corola (1,8)2-4(4,7) mm de diámetro.
    Más o menos campanulada o subrotácea.
    Blanca.
    Tubo 0,4-0,6(0,8) mm.

  • G. debile:
    Hierba perenne.
    Tallos 20-50 cm.
    Entrenudos medios y superiores 4-9,6 veces mayores que las hojas.
    Hojas sésiles.
    ~ Hojas 3,5-10(16,5) × 0,25-0,6(1,3) mm.
    ~ C/L 14-17(13)
    Verticilos de (4)6.
    ~ Pedicelos 0,3-1,4(2) mm, menores que el diámetro de la corola.
    ~ Los fructíferos 0,4-1,2(1,7) × 0,2-0,3 mm, menores que los frutos.
    Corola 1,8-2,8(3,2) mm de diámetro.
    Entre rotácea y campanulada.
    ~ Blanca, a veces externamente rosada.
    Tubo 0,4-0,6 mm.

  • G. lucidum:
    Hierba perenne.
    ~ Con o sin estolones.
    Tallos 12-92 cm.
    ~ Tallos brillantes.
    Entrenudos generalmente mayores que las hojas.
    Hojas sésiles.
    Hojas (2,5)3-20(31) × 0,3-1,5(3) mm.
    ~ C/L (8,3)10-13(10)
    ~ Hojas brillantes.
    ~ Verticilos de 6-10(12).
    Pedicelos (0,1)0,7-4,5(6,2) mm, menores o subiguales al diámetro de la corola –algo más gruesos en la parte superior–, rara vez mucho mayores.
    Los fructíferos 0,5-4(5,5) mm, subiguales, mayores o menores que los frutos.
    ~ Corola (2,7)3-5,5 mm de diámetro.
    Rotácea.
    ~ Blanca, a veces con tonalidad rosada.
    Tubo 0,3-0,6 mm.
    ~ Lóbulos con apículo hasta de 0,6(0,8) mm, incurvado.

  • G. parisiense:
    ~ Hierba anual.
    Tallos 3-55(77) cm.
    Entrenudos medios 1,5-8 veces mayores que las hojas.
    Hojas sésiles.
    Hojas (1,5)1,8-11,5(12) × 0,3-1,5(2,5) mm.
    C/L (5)6-7,7(4,8)
    ~ Verticilos de (5)6-7(9).
    ~ Hojas a veces rojizas.
    Pedicelos 0,4-2,7(6) mm, generalmente mayores que el diámetro de la corola.
    Los fructíferos de 0,4-3,5(7) × 0,05-0,2 mm, mayores que los frutos, delgados o capilares.
    ~ Corola 0,5-1,25 mm de diámetro.
    Rotácea.
    ~ Verdosa, a veces con tinte rojizo en su parte externa.
    ~ Tubo 0,1-0,15 mm.

RESUMO das caraterísticas prioritárias para observação:

  • raiz (para tentar determinar se a planta é perene ou anual)
  • caules: comprimento mínimo e máximo
  • caule e folhas: dimensões das folhas, comparação com a distância entre verticilos
  • caule e folhas: número de folhas por verticilo
  • caule e folhas: presença de células refringentes brilhantes
  • flor: forma dos lóbulos, cor, diâmetro da corola
  • pedicelos frutíferos: comprimento, posição
  • fruto: textura da superfície
Publicado em 19 de abril de 2022, 08:33 AM por mferreira mferreira | 1 comentário | Deixar um comentário

17 de abril de 2022

Identificação de Galium lucidum

iNat, espécies observadas (com Grau de Pesquisa) nos 20 municípios da "Região da Lousã":

Espécies mais prováveis:
[A1(10),B1(15),C,D4,E6] Galium aparine
[A2(2),B6(4),C1,D1,E2] Galium rotundifolium
[B3(7),C2,D3,E3] Galium broterianum
[A3(1),B2(9),D8] Galium murale
[B11(1),D2,E1] Galium saxatile
[B6(4),D5,E5] Galium palustre
[B8(3),D7,E4] Galium lucidum
[B4(6),D,E] Galium mollugo
[B10(2),D,E] Galium papillosum
[A3(1),B4(6)] Galium parisiense
[B11(1),D6] Galium debile
[B8(3)] Galium verrucosum
[B11(1)] Galium minutulum
[B11(1)] Galium tricornutum
[D9] Galium glaucum

Quadro comparativo (sem G. mollugo e G. papillosum):
https://flora-on.pt/#/4m8w5b4Fg-72kaNPzf35k6CNPiae5KcJ0UNygXMDMG3a6ae-lqTY2JQrjUM
Gallium mollugo (caules sem estrias):
https://jb.utad.pt/especie/Galium_mollugo_subesp_mollugo#imagem-34186
Gallium papillosum (imagens de herbário):
https://www.gbif.org/occurrence/gallery?taxon_key=2913290

Possíveis confusões:

Quadro comparativo agrupando as espécies mais semelhantes:
https://flora-on.pt/#/4iKf4_NPiae5KcygXMDMG3Pzf3a6ae-lqTY2JQFg-72kaN5k6CJ0UNrjUM

Apenas as espécies vagamente parecidas com Galium lucidum:
https://flora-on.pt/#/4iKf4_NPiae5KcygXMDMG3J0UNFg-72kaN5k6CrjUM

Chave na Flora Iberica: http://www.floraiberica.es/floraiberica/texto/pdfs/15_154_08_Galium.pdf

  • G. lucidum:
    1A-2B-7B-8B-9B-11B-15B-19B-24A-25B-26B-28B

  • G. saxatile:
    1A-2B-7B-8B-9B-11B-15B-19B-24B-29B-34B-36B-38A-39A

  • G. debile:
    1A-2B-7B-8B-9B-11B-15B-19B-24B-29A-30B-32B-33A

  • G. palustre:
    1A-2B-7B-8B-9B-11B-15B-19B-24B-29A-30B-32B-33B

  • G. glaucum:
    1A-2B-7B-8B-9B-11B-15B-19A-20A-21A

  • G. tricornutum:
    1B-49A-50B-51A

  • G. verrucosum:
    1B-49A-50B-51B

  • G. aparine:
    1B-49A-50A
    1B-49B-52B-53B-56B-57A

  • G. parisiense:
    1B-49B-52B-53B-56B-57B

A distinção entre G. lucidum (/d./g./pal./s.) e G. aparine (/par./t./v.) faz-se no passo 1:

  • 1A (G. lucidum/d./g./pal./s.):
    Hierbas perennes o sufrútices.

  • 1B (G. a./par./t./v.):
    Hierbas anuales.

A distinção entre G. lucidum (/d./pal./s.) e G. glaucum faz-se no passo 19:

  • 19B (G. lucidum/d./pal.s.):
    Plantas verdes, glaucas, pajizas o pardo-negruzcas por desecación, nunca pruinosas.
    Muy rara vez con algunas células epidérmicas refringentes.

  • 19A (G. glaucum):
    Plantas glaucas y pruinosas, al menos parcialmente.
    A menudo con algunas células epidérmicas refringentes, muy brillantes.
    https://flora-on.pt/#/hd644

A distinção entre G. lucidum e G. saxatile/debile/palustre faz-se no passo 24:

RESUMO das caraterísticas prioritárias para observação:

  • raiz (para tentar determinar se a planta é perene ou anual)
  • caule e folhas (para determinar se a planta é glauca e tem células refringentes brilhantes)
  • flor (forma dos lóbulos)
Publicado em 17 de abril de 2022, 03:09 PM por mferreira mferreira | 1 comentário | Deixar um comentário

Identificação de Ranunculus repens (face a R. arvensis/bulbosus/henriquesii/ollissiponensis/paludosus/parviflorus)

iNat, espécies observadas (com Grau de Pesquisa) nos 20 municípios da "Região da Lousã":

Espécies mais prováveis:
[A3(5),B1(11),C4,D4,E2] Ranunculus bupleuroides
[A6(1),B4(9),C5,D7,E3] Ranunculus repens
[A6(1),B1(11),C,D,E] Ranunculus bulbosus
[B11(2),C2,D5,E1] Ranunculus henriquesii
[A2(6),B3(10),C9,D6] Ranunculus ollissiponensis
[A3(5),B5(8),C6,D10] Ranunculus muricatus
[B11(2),C1,D1] Ranunculus flammula
[A5(2),B7(7),C8] Ranunculus trilobus
[B9(3),C10,D3] Ranunculus nigrescens
[B5(8),C11,D8] Ranunculus paludosus
[B11(2),C7,D9] Ranunculus ophioglossifolius
[A1(10),B8(5)] Ranunculus bullatus
[B9(3),C12] Ranunculus arvensis
[B11(2)] Ranunculus omiophyllus
[B11(2)] Ranunculus peltatus
[B11(2)] Ranunculus pseudofluitans
[B11(2)] Ranunculus tripartitus
[B18(1)] Ranunculus baudotii
[B18(1)] Ranunculus ololeucos
[B18(1)] Ranunculus parviflorus
[B18(1)] Ranunculus saniculifolius
[C3] Ranunculus longipes
[C13] Ranunculus gramineus
[D] Ranunculus gregarius
[D2] Ranunculus abnormis

Quadro comparativo (sem R. bulbosus - presença quase certa na Lousã - e R. pseudofluitans, R. baudotii, R. saniculifolius, R. gregarius - improváveis):
https://flora-on.pt/#/4mKf4_yx7j7ND4vbG51ZyqLEBMNQlc3xSvi1lURDWe2bFIzaXWmS2PLhgHa_ZGRBiZCvfpLY4ob4Z1YxDxcGdXj

Possíveis confusões:

Quadro comparativo agrupando as espécies mais semelhantes:
https://flora-on.pt/#/4iKf4_bFIzaXWmGdXjZyqLEBMNQlc3xSvi1lURx7j7ND4vbG51BiZC_ZGRvfpLhgHaY4obxDxcDWe2S2PL4Z1Y

Apenas as espécies vagamente parecidas com R. repens (às quais talvez tenhamos de acrescentar R. bulbosus):
https://flora-on.pt/#/4s-314eCZyqLDWe2S2PLY4ob4Z1YxDxc

Algumas diferenças aparentes nas imagens:

Chave na Flora Iberica: http://www.floraiberica.es/floraiberica/texto/pdfs/01_036_17_Ranunculus.pdf

  • R. repens:
    1B-18B-36B-37B-42B-43A-44B-50B-51B-54B-55A-56A

  • R. henriquesii:
    1B-18B-36B-37B-42B-43B-69B-70B-71B-72B-73A-74A

  • R. ollissiponensis:
    1B-18B-36B-37B-42B-43B-69B-70B-71B-72B-73A-74B

  • R. bulbosus:
    1B-18B-36B-37B-42B-43A-44B-50B-51B-54B-55B-57A-58B-59B

  • R. parviflorus:
    1B-18B-36B-37A-38B-40A

  • R. paludosus:
    1B-18B-36B-37B-42B-43B-69B-70A

  • R. arvensis:
    1B-18B-36B-37A-38A-39B
    1B-18B-36B-37B-42B-43A-44B-50B-51B-54A

  • R. acris (espécie confundida com R. repens no iNaturalist):
    1B-18B-36B-37B-42B-43A-44A-45B-46B-47B-49A

A distinção entre R. repens (/h./o./b./pal.) e R. parviflorus (eventualmente R. arvensis) faz-se no passo 37:

  • 37B (R. repens/h./o./b./pal.):
    Aquenios sin espinas ni tubérculos en las caras laterales.
    Plantas vivaces, raramente anuales.

  • 37A (R. parviflorus / R. arvensis):
    Aquenios con caras laterales espinosas o tuberculadas.
    Plantas anuales.

A distinção entre R. repens (/b./a.) e R. henriquesii / R. ollissiponensis / R. paludosus faz-se no passo 43:

  • 43A (R. repens/b./a.):
    Raices todas cilindricas, fibrosas o carnudas.
    Fructificacion globosa u ovoide.
    Aquenios globosos o comprimidos, con pico en general netamente más corto que la parte seminífera.

  • 43B (R. henriquesii / R. ollissiponensis / R. paludosus):
    Raíces unas fibrosas y otras tuberosas, ovoides o fusiformes [elipsóides alongadas].
    Fructificación alargada o elipsoidal, espiciforme.
    Aquenios muy comprimidos y aquillados [em forma de quilha], con pico frecuentemente de longitud igual o superior a fa [la?] de la parte seminífera.

A distinção entre R. repens (/b.) e R. arvensis faz-se no passo 54:

  • 54B (R. repens/b.):
    Aquenios menores de 6mm, con pico generalmente menor de 2 mm.
    Planta vivaz, rara vez anual

  • 54A (R. arvensis):
    Aquenios (5)6-8 mm, con pico largo, subulado [fino em forma de agulha], de 2-3 mm.
    Planta anual.

A distinção entre R. repens e R. bulbosus faz-se no passo 55:

  • 55A (R. repens):
    Tallos radicantes [capazes de produzir raízes].
    Pedúnculos fructíferos muy asurcados [que têm sulcos ou fendas].
    Aquenios con pico generalmente de 0,7-1,2 mm.

  • 55B (R. bulbosus):
    Tallos no radicantes, aunque a veces decumbentes [prostrados, reptantes] o ascendentes [horizontais na base e quase verticais no ápice].
    Pedúnculos fructíferos asurcados o no.
    Aquenios con pico 0,3-1,5(2) mm.

A distinção entre R. repens e R. acris faz-se no passo 44:

  • 44B (R. repens):
    Receptáculo floral peloso.

  • 44A (R. acris):
    Receptáculo floral glabro (...).

RESUMO das caraterísticas prioritárias para observação:

  • frutos (aquénios: faces, forma, tamanho, pico; forma geral do fruto)
  • pedúnculos frutíferos (sulcados ou não)
  • receptáculo floral (peloso ou glabro)
  • caules (radicantes ou não)
  • raízes (forma; indícios de ser uma planta vivaz ou anual)
Publicado em 17 de abril de 2022, 10:08 AM por mferreira mferreira | 1 comentário | Deixar um comentário

16 de abril de 2022

Identificação de Lotus corniculatus, Lotus castellanus e Lotus parviflorus

iNat, espécies de Lotus observadas (com Grau de Pesquisa) nos 20 municípios da "Região da Lousã":

Espécies mais prováveis:
[A1,B1,C1,D2] Lotus pedunculatus
[A2,B2,C3,D1] Lotus corniculatus [subsp. carpetanus]
[B4,C2,D4] Lotus castellanus
[B3,C4,D5] Lotus parviflorus
[B8,C5,D3] Lotus glaber
[B4,C,D] Lotus hispidus
[B6,C] Lotus angustissimus
[C6] Lotus creticus
[B6] Lotus conimbricensis

Quadro comparativo (sem L. angustissimus nem L. hispidus):
https://flora-on.pt/#/4ruuy_o8FAupC6nxiBH2exZ9PY8Ln0ErtnV2

Possíveis confusões:

  • L. corniculatus / L. castellanus / L. parviflorus
  • L. pedunculatus / L. glaber
    O habitat de L. creticus é muito diferente.

Quadro comparativo agrupando as espécies mais semelhantes:
https://flora-on.pt/#/4meg5b4FAupC6nxiBH2tnV2exZ9PY8Ln0Er

Apenas as 3 espécies com abundância de pelos nas folhas e caules:
https://flora-on.pt/#/4nuf4_mexZ9PY8Ln0Er

Algumas diferenças aparentes nas imagens:

Chave na Flora Iberica: http://www.floraiberica.es/floraiberica/texto/pdfs/07_42%20Lotus.pdf

  • L. corniculatus:
    1B-2B-3B-4B-12B-13B-14A
    1B-2B-3B-4B-12B-13B-14B-15A

  • L. castellanus:
    1B-2B-3B-4A-5B-7B-9B-10B-11B

  • L. parviflorus:
    1B-2B-3B-4A-5B-7B-9A

A distinção entre L. corniculatus e as outras duas espécies faz-se no passo 4:

  • 4B (L. corniculatus): perennes.
  • 4A (L. castellanus e L. parviflorus): anuales.

A distinção entre L. castellanus e L. parviflorus faz-se no passo 8:

  • 9B (L. castellanus):
    Fruto al menos 1,5 veces más largo que el cáliz, rara vez más corto.
    Corola caduca.
    Pedúnculo recto o ligeramente recurvado en la fructificación.
    https://flora-on.pt/#/hzTIT

  • 9A (L. parviflorus):
    Fruto algo más corto o algo más largo que el cáliz.
    Corola con la quilla persistente en la fructificación.
    Pedúnculo marcadamente recurvado en la fructificación
    https://flora-on.pt/#/hZ6vJ

RESUMO das caraterísticas prioritárias para observação:

  • raiz (determinar se a planta é perene ou anual)
  • tamanho das flores, do fruto e/ou das sementes
  • número de flores por inflorescência
  • forma do caule e do pedúnculo
  • restos da corola persistentes durante a frutificação
  • número de sementes por fruto
Publicado em 16 de abril de 2022, 05:43 PM por mferreira mferreira | 1 comentário | Deixar um comentário

Identificação de Orchis mascula, Orchis olbiensis e Orchis langei

Espécies do género Orchis observadas na Região da Lousã (20 municípios) de acordo com a Flora-on:

  • Orchis mascula (10 municípios)
  • Orchis italica (5 municípios)
  • Orchis coriophora (3 municípios)
  • Orchis morio (3 municípios)
  • Orchis conica (2 municípios)
  • Orchis langei (2 municípios)
  • Orchis papilionacea (1 municípios)

https://www.biodiversity4all.org/journal/mferreira/64070-regiao-da-lousa-20-municipios-com-flora-vascular-semelhante

Espécies do género Orchis observadas na Região da Lousã de acordo com o iNaturalist (Grau de Pesquisa):

  • Orchis italica (55 observações)
  • Orchis anthropophora = Aceras anthropophorum (29 observações)
  • Orchis mascula (16 observações)
  • Orchis x bivonae (4 observações)

https://www.biodiversity4all.org/observations?place_id=any&project_id=regiao-da-lousa&quality_grade=research&subview=map&taxon_id=59316&verifiable=any&view=species
(As duas espécies referidas nesta lista mas não na anterior não são confundíveis com Orchis mascula.)

Quadro comparativo das 11 espécies de Orchis referidas na Flora-on:
https://flora-on.pt/#/4a8w02akRf4u1alpq3bUQ2Fl3dbSCcfbhvPxG0va6TdVEiEnx

Apenas com as 7 espécies registadas na Região da Lousã:
https://flora-on.pt/#/4o-wy280va62Fl3f4u1vPxGalpq3bUQcfbh

Apenas com as 3 espécies mais parecidas - O. mascula, O. morio e O. langei:
https://flora-on.pt/#/4o-wy282Fl3vPxGcfbh

"Los autores más analiticos reconocen en la Peninsula y Baleares cuatro especies distintas en este grupo. Orchis ichnusae y O. olbiensis serian plantas paucifloras (6-15 flores),
la primeira caracterizada por su espolón relativamente corto (1-1,25 veces el labelo) y por sus flores muy perfumadas,
y la segunda distinguible por su espolón relativamente más largo (1,25-2 veces el labelo) y sus flores inodoras o poco perfumadas. (...)
O. olbiensis (...) seria una espécie extendida por el Mediterráneo occidental.

Plantas con inflorescencias más nutridas (10-50 flores) serian O. tenera y O. mascula,
la primera de labelo corto (5-9 mm)
y la segunda de labelo más largo (8-16 mm). (...)
O. mascula gozaria de una área muy ampla.

Un estudio detallado de los ejemplares ibéricos y de zonas aledañas no ha permitido encontrar caracteres constantes y distintivos para estas presuntas especies. Los mencionados varian de un modo independiente y continuo, lo que hace impracticable el reconocimiento de las referidas entidades taxonómicas, ni siquiera como subespecies, por el hecho de que las pautas de variación morfológica no se ligan con determinadas áreas geográficas."

Publicado em 16 de abril de 2022, 03:34 PM por mferreira mferreira | 1 comentário | Deixar um comentário